Segunda oção: Fernanda Torres comenta não ter sido primeira escolha para Ainda Estou Aqui

Atriz conta que carreira marcada por comédias influenciou decisão inicial do diretor, mas acabou surpreendendo no papel dramático.

É curioso como algumas histórias do cinema são escritas com uma dose de acaso. Fernanda Torres, que brilhou como Eunice Paiva no filme Ainda Estou Aqui e levou para casa o Globo de Ouro de Melhor Atriz em 2025, revelou em entrevista à Variety que não foi a primeira escolha de Walter Salles para o papel.

A primeira aposta do diretor era a atriz Mariana Lima, que, por conflito de agenda, não pôde aceitar o trabalho. Foi então que Salles, talvez sem imaginar o impacto dessa decisão, recorreu a Torres.

“Acho que fiz comédia demais para ele pensar em mim de cara”, disse a atriz, conhecida por sucessos como Os Normais e Tapas & Beijos.

Escolha inesperada

Segundo Fernanda, o convite inicial de Salles nem sequer era para o papel principal:

“Ele me pediu para ler o roteiro e dar uma opinião, já que minha mãe [Fernanda Montenegro] estava no elenco. Nunca passou pela minha cabeça que ele me chamaria para viver Eunice”, confessou.

A escolha de Salles foi baseada na amizade e em uma visão compartilhada sobre o cinema. Ambos já haviam trabalhado juntos no cultuado Terra Estrangeira (1995). Para Fernanda, a ausência de expectativas ajudou:

“Foi bom que não houvesse tensão entre nós, porque pude mergulhar no projeto com total liberdade.”

Superando expectativas

O papel dramático de Eunice, uma mãe que se reinventa como ativista durante a ditadura militar, era um desafio à altura de qualquer atriz. E Torres não apenas superou as expectativas, como marcou sua carreira de maneira definitiva.

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Walter Salles, que inicialmente hesitou em convidá-la, não poderia estar mais satisfeito com o resultado. E o reconhecimento global de sua atuação prova que, às vezes, a segunda opção pode ser a escolha perfeita.